sexta-feira, 28 de junho de 2019




TERAPIA DE ESQUEMA COM CASAIS[1]


            O foco principal de interesse da maioria das pessoas que procuram terapia é a busca de um relacionamento conjugal satisfatório, que possa contribuir para a qualidade de vida e bem estar pessoal.
            Estudos apontam que problemas na estruturação da personalidade estão por trás das dificuldades conjugais. A Teoria de Young, um dos estudiosos da Terapia de Esquema, propõe que algumas necessidades emocionais do desenvolvimento infantil precisam ser satisfeitas já nas relações primárias, para que o indivíduo tenha uma estruturação saudável e consiga buscar, e manter, relacionamentos funcionais.
            Entre as necessidades emocionais do desenvolvimento infantil que precisam ser satisfeitas, nas relações primárias, são; o vínculo seguro, a proteção, cuidado, amor, empatia e atenção, senso de autonomia, competência e identidade individualizada, liberdade de expressão, validade de necessidade e emoções, espontaneidade, lazer e limites realistas (Young, Klosko, Weishaar.2003). As relações primárias, quando não atendem essas necessidades, dão origem aos esquemas iniciais desadaptativos. (EIDs).
            Portanto, a associação entre EIDs e problemas na vida conjugal, vem sendo estudada e confirmada em pesquisas de âmbito internacional (Calvete, Estevéz, & Corral, 2007). Com isso, a Terapia do Esquema vincula as dificuldades relacionais dos cônjuges aos déficits iniciais, que conduziriam a necessidades emocionais não satisfeitas e ao desenvolvimento de esquemas correspondentes, além de compreender a repetição de padrões de interação disfuncionais a partir da ativação de esquemas desadaptativos e modos esquemativos.



[1] Ana Maria da Silva Sacerdote.  Analista Bioenergética. Formação em Terapia Sistêmica com casais e Especialização em Terapia Cognitiva Comportamental com casal, sexualidade e família.